História

HISTÓRIA: ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO, VOCÊ CONHECE?

abril 12, 2018

Visita Guiada ao Arquivo Público Mineiro - UFMG. Foto: Lívia Teodoro
Nos dias de hoje é imprescindível "saber" História, mas, está muito longe disso representar apenas conhecer as datas e o nome de cada revolta de cor e salteado. Afinal, o papel da História, enquanto disciplina, não é ensinar decorebas, mas antes de tudo, preparar homens e mulheres para reconhecerem o passado e aprenderem algo - bom ou ruim - com ele. 

Como vocês devem saber, curso história há 4 semestres na UFMG e cada dia mais tenho certeza que escolhi o curso certo, a profissão certa. Como disse, ser historiadora me dá muito mais que a chance de decorar datas, mas me dá a oportunidade de conhecer e utilizar a história como ferramenta de transformação.
Visita Guiada ao Arquivo Público Mineiro - UFMG. Foto: Lívia Teodoro
O que pouca gente para e pensa é que a História não é exclusiva aos acadêmicos, doutores, "detentores" de todo o saber. A história da nossa cidade, do nosso país, do mundo é pública e pode estar ao alcance de todos. É este um dos papéis do Arquivo Público Mineiro - APM, publicitar a história, não só de Minas Gerais, mas, de todo o Brasil. 

Sem que isto se torne um discurso nacionalista, é importante sabermos O MÍNIMO das nossas origens. Digo "o mínimo" porque enquanto mulher negra, num país construído por cima do tráfico de pessoas escravizadas, é praticamente impossível saber sobre meus ancestrais com exatidão em documentos públicos. No entanto o Arquivo Público Mineiro pode ser útil com informações gerais, sobre localidades, fazendas, instâncias, enfim, lugares que podem dar uma ideia de por onde nosso povo passou.

Visita Guiada ao Arquivo Público Mineiro - UFMG. Foto: Lívia Teodoro
Na última quarta-feira aconteceu uma visita especial e noturna da nossa turma ao Arquivo Público Mineiro. O horário de funcionamento normal é de Segunda à Sexta, de 09:00 às 17:00hrs, mas, em caráter especial, fomos recebidos por Denis Soares da Silva, Diretor de Arquivos Permanentes, que guiou uma visita ao espaço, apresentou os setores do arquivo e preparou uma "mini exposição" de documentos raríssimos que se encontram sob guarda do Arquivo Público Mineiro. 

Visita Guiada ao Arquivo Público Mineiro - UFMG. Foto: Lívia Teodoro
A curadoria da "mini exposição" foi feita pelo nosso colega de turma e estagiário do Arquivo Público Mineiro, Ygor Alves de Souza, que separou raridades incríveis e que deixam a nós, historiadores, fascinados. Como estas fichas, do arquivo da Polícia Política do DOPS, que mostram os registros da nossa Presidenta Dilma Rousseff, do nosso atual Governador Fernando Pimentel e do antigo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. 
Visita Guiada ao Arquivo Público Mineiro - UFMG. Foto: Lívia Teodoro
Este "trabalho de campo" foi orientado pela professora Regina Horta, na nossa matéria de Brasil III, que confesso amar. Já vimos colônia, em Brasil I, Império, em Brasil II e agora estamos vendo a Primeira República, em Brasil III. Não é fácil entender este país com tanta matéria, imagina então sem?

Cerca de 20%, segundo Denis, do acervo do Arquivo Público Mineiro estão disponíveis para consulta pública on-line, ou seja, não tem desculpa para não acessar, caso esteja em outro estado. Filmes, microfilmagens e digitalizações estão disponíveis neste site (http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/) e qualquer pessoa pode ter acesso. Além disso, dentro do horário de funcionamento do arquivo, todo o arquivo está disponível para consulta presencial. 

O Arquivo Público Mineiro fica localizado à Av. João Pinheiro 372, Funcionários, em Belo Horizonte, MG - Brasil. E você encontra maiores informações no site do espaço. Além de documentações "antigas", para falar de maneira geral", o Arquivo Público Mineiro ainda preserva a função de abrigar TODA a documentação em papel gerada pelos órgãos do Poder executivo em Minas Gerais, com exceção de algumas secretarias que tem falhado em cumprir os prazos de envio de documentação, você pode encontrar registros bem recentes no espaço. 

O mais importante é que tenhamos vontade de nos apropriar da nossa história, conhecer, ler, procurar e principalmente usufruir do que é de conhecimento público. Esta é uma das maneiras, quem sabe, de entendermos a história como fonte de aprendizado positivo.

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